"...mas controlou-se e disse a si mesmo para não ser idiota. Mas não pôde deixar de pensar nisso. E a pensar se aquilo doera em Curley. Se Curley sentira as balas com ponta de gás penetrarem em seu corpo ou se ele estivera simplesmente vivo num segundo e morto no outro.
Mas claro que doera. Doera, antes, na pior e mais destruidora maneira, sabendo que não haveria mais você, mas que o universo continuaria a rolar do mesmo jeito, intacto e livre."
A Longa Marcha - Stephen King
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Parecia contar os passos. A cada pisada olhava para o chão silenciosamente. Parecia pensar em algo.
Os pensamentos se equilibravam passo a passo. Se remoía por alguma coisa que não tinha culpa.
Era sempre sua culpa.
As unhas roídas com um pouco de esmalte revelavam seu tique nervoso.
O dia havia sido bom na empresa e a noite iria talvez se reunir com uns poucos colegas que tentava criar uma intimidade de amigos. Era conveniente não ter amigos. Não por ser dura e querer ser solitária, mas por que no seu desleixo, não se deixava cultivá-los.
O caminho parecia mais longo que o habitual. Eram poucos quarteirões do trabalho até o ponto de ônibus, mas naquele dia pareciam léguas. Horas e horas pareciam se arrastar, era quase noite, o céu estava azul-acinzentado, sempre sentia-se triste a essa hora.
O vento era mais frio, sentia o sabor agradável da noite chegando. O vento em seu rosto parecia arrancar um leve sorriso.
Os pensamentos pareciam se dissolver no ar, e os olhos acompanhavam a paisagem que ficava para trás...
Os pensamentos se equilibravam passo a passo. Se remoía por alguma coisa que não tinha culpa.
Era sempre sua culpa.
As unhas roídas com um pouco de esmalte revelavam seu tique nervoso.
O dia havia sido bom na empresa e a noite iria talvez se reunir com uns poucos colegas que tentava criar uma intimidade de amigos. Era conveniente não ter amigos. Não por ser dura e querer ser solitária, mas por que no seu desleixo, não se deixava cultivá-los.
O caminho parecia mais longo que o habitual. Eram poucos quarteirões do trabalho até o ponto de ônibus, mas naquele dia pareciam léguas. Horas e horas pareciam se arrastar, era quase noite, o céu estava azul-acinzentado, sempre sentia-se triste a essa hora.
O vento era mais frio, sentia o sabor agradável da noite chegando. O vento em seu rosto parecia arrancar um leve sorriso.
Os pensamentos pareciam se dissolver no ar, e os olhos acompanhavam a paisagem que ficava para trás...
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